Memória: Aprendendo a Aprender

INSTITUTO LONGHI

Orientação Profissional Integral

Orientações básicas

O Instituto Longhi vem, há 50 anos, orientando estudantes a melhorarem seu desempenho. Existem algumas regras básicas que deveriam ser de conhecimento universal e que, com certeza, melhoram muito o aproveitamento no estudo de qualquer matéria:

  1. Ler em voz alta o que se está estudando
  2. Destacar (sublinhando ou circulando) as partes mais importantes
  3. Fazer um resumo das partes destacadas
  4. Ler este resumo em voz alta, observando os detalhes mais importantes
  5. Repetir, em voz alta, o conteúdo do resumo, sem consultá-lo!

A importância de alguns sentidos (visão, tato, audição, fonação)

Quanto maior for o número de sentidos utilizados no estudo, tanto maior será a aprendizagem, tanto maior será a facilidade de gravação dos novos conhecimentos na memória.

  1. Visão: vendo as palavras (principalmente as grifadas, os esquemas...)
  2. Fonação: pronunciando as palavras cria-se uma ligação entre o falar e a audição...
  3. Audição: ouvindo o som ativa-se a memória auditiva...
  4. Tato: escrevendo as palavras cria-se uma ligação entre a visão e o tato...

Conceitos importantes

I - Aprendendo a Aprender

Aprender é uma das coisas mais importantes da vida. A cada instante estamos passando por novas situações onde temos que aprender alguma coisa nova. Entretanto, a maior parte das pessoas acha que aprender é difícil, chato, inútil...

Na escola, ninguém nos ensina a utilizar nosso talento natural para aprender. Experiências negativas de aprendizado desenvolvem, em nós, preconceitos contra aprender.

Acredite: você é capaz de aprender o que você se decidir a aprender.

Se você sente que não consegue aprender sem um grande esforço, acredite: aprender é fácil quando há motivação.

Você já viu crianças pequenas que sabem os nomes de todos os carros que passam na rua?

A impressão de que aprender é difícil vem da tendência do Ser Humano de se lembra melhor das dificuldades. Basta fazer uma pequena retrospectiva dos últimos tempos e você perceberá o quanto aprendeu sem se dar conta: brincadeiras, jogos... Muitas coisas que você aprendeu quando criança ainda estão, com todos os detalhes, em sua memória até hoje.

Os preconceitos mais comuns:

Com um começo como este, aprender fica quase impossível. Quem pensa assim está se condenando ao fracasso. Mude a maneira de encarar o aprendizado. Reprograme seu cérebro com mensagens positivas!

Note que, freqüentemente, quando você precisa ler algo importante (um relatório, um livro, etc.), para aprender alguma coisa específica, sua primeira reação é suspirar (reagindo às mensagens negativas do seu subconsciente). Um sinal de que você está se deixando vencer pelo preconceito (e, provavelmente, não vai aprender muita coisa mesmo).

Comece a se reeducar com mensagens POSITIVAS:

"Eu sou bom para aprender." "Já aprendi muitas coisas: vou aprender mais isto!"

Não diga que "Aprender é chato", pois simplesmente NÃO É VERDADE!

Pense em tudo que você aprendeu num piscar de olhos (regras de jogos, navegar na Internet...). Coisas que você aprendeu e achou super divertidas! Aprender não é chato! Pensar assim é estar a meio caminho do fracasso.

Pense sempre: "Aprender é uma delícia!", "Onde será que vou poder usar isto?"...

Jamais diga para si mesmo: "Não sou bom para aprender." Ao contrário, diga sempre: "Aprendo fácilmente".

Mentalizar alguma coisa é decisivo para conseguí-la. Se você repete para si mesmo: "Não sou bom para aprender", está se programando para não conseguir. Diga sempre para si mesmo: "Eu aprendo o que eu quiser!".

Não diga para si mesmo: "Não consigo aprender isto!" Pois isto também NÃO É VERDADE! Você já aprendeu muitas coisas difíceis sem perceber! A sua mente é capaz de aprender qualquer coisa, indistintamente: jogar Damas ou falar japonês! Quem faz a diferença é o seu interesse! Se você diz para si mesmo que não consegue aprender, você está é programando seu cérebro para não conseguir!

Não diga para si mesmo: "Eu não vou conseguir me lembrar..." Muitas coisas que você ouviu apenas uma vez, nunca mais saíram da sua memória porque despertaram muito seu interesse!

O interesse é o melhor dos educadores!

Você é capaz de se lembrar de qualquer coisa! A mesma memória que guarda aquelas coisas tão interessantes também guarda tudo o mais.

Outro grande obstáculo a aprender é a sensação de obrigatoriedade.

Na maior parte das vezes que temos que aprender, estamos nos sentindo obrigados (uma prova na escola, vestibular...). A obrigatoriedade gera ansiedade e perturba o processo de aprendizado. Ficamos antevendo tudo de ruim que pode nos acontecer se não conseguirmos aprender.

Com certeza, funcionaria bem melhor se a situação fosse invertida:

O que eu vou ganhar aprendendo? O que de bom vai acontecer comigo se eu aprender?...

Quando você estiver precisando aprender alguma coisa (um exame, por exemplo) decida que recompensa você vai dar a si mesmo quando conseguir. Quanto mais difícil, mais compensadora deve ser a recompensa! Isto funciona!

Imagine-se recebendo a recompensa, em detalhes: como você estará se sentindo, como vai ser o "sabor", etc. Cada vez que a ameaça vier à sua cabeça, volte a se imaginar recebendo a recompensa. Na hora do exame, imagine-se conseguindo e recebendo a recompensa...

Depois, seja lá qual for o resultado, dê a si mesmo a recompensa. Você se sentirá predisposto a se esforçar cada vez mais.

II - Prepare-se para Aprender

Nossa mente passa por estados diferentes e, algumas vezes, por um estado especial em que o aprendizado é máximo. É o que podemos chamar de estado de máximo rendimento. Neste estado, a aprendizagem é quase automatica!

Treinando-se, você pode entrar neste estado quando quiser.

Nosso estado de máximo rendimento acontece quando estamos em profundo relaxamento. Uma técnica para chegar lá pode ser:

Fazer alguns minutos de relaxamento e, após o relaxamento, fazer uma sessão de auto-sugestão com mensagens de sucesso:

Vá para um lugar tranqüilo e sente-se confortavelmente. Repouse as mãos sobre as pernas e relaxe os músculos (abdomem, braços, pernas...).

Respire profundamente, pelo nariz, SEM FORÇAR. Concentre-se no ritmo da respiração, pausado e profundo. Faça isto por quatro ou cinco minutos, até que sua respiração esteja naturalmente lenta e profunda (de 5 a 6 segundos entre inspirar e expirar).

Em seguida, comece o relaxamento (10 minutos de uma música suave ou meditação).

Após o relaxamento, comece a repetir mentalmente as frases:

"Estou no meu estado de máximo rendimento",
"Vou aprender tudo facilmente sem me esquecer de nada!",
"O que vou aprender vai ser interessante e divertido!"

Terminada esta sessão, você estará pronto para aprende qualquer coisa!

III - Descubra seu Estilo de Aprender Melhor

Muitas vezes, enquanto uns preferem estudar no silêncio profundo, outros gostam e aprendem melhor com música. Muitas pessoas preferem fazer as coisas de manhã, outras preferem fazer suas atividades à noite. Cada pessoa tem seu jeito de fazer as coisas, maneiras que, para elas, funcionam melhor.

No aprendizado também é assim! Muitas vezes, quando temos dificuldade em aprender, é porque estamos usando a técnica imprópria para nós.

Enquanto uma parte de nós aprende melhor abordando o assunto de um ponto de vista geral no início, para depois detalhá-lo, outra parte aprende melhor quando vai primeiro aos detalhes para depois adquirir uma visão geral do assunto.

Este parece um bom lugar para começar: descubra se você é generalista ou detalhista:

O generalista:

O detalhista:

Assim, os generalistas aprendem muito melhor quando abordam os assuntos começando pela visão geral e procurando, depois, pelos detalhes. Eles sentem-se mal quando, por exemplo, tentam ler um manual (de computador, p.e.) querendo aprender primeiro os detalhes. Têm a sensação de estar tentando montar um quebra cabeça.

Ao contrário, o detalhista não se sairá bem se, para começar a aprender um assunto, lhe derem um esquema geral. Ele se sentirá lidando com algo vago e confuso e não aprenderá muita coisa.

Você deve estudar respeitando o modo preferido de abordagem do seu cérebro.

Outro ponto importante a considerar: temos SENTIDOS mais eficazes no aprendizado: algumas pessoas aprendem mais através da visão, outras através da audição...

Pessoas que têm como sentido preponderante a audição aproveitam melhor a informação FALADA (aulas, palestras...) do que alguém cujo sentido preponderante é a visão, que gostam de fazer esquemas e ver figuras.

Descubra quais são seus sentidos preponderantes e direcione o aprendizado para utilizá-los.

IV - Prepare-se para Aprender Melhor

O aprendizado tem três fases distintas: